O perrengue dos carros elétricos no Brasil

Philipe Cardoso Autor 3 min de leitura Atualizado em 11/01/2014

O carro elétrico ainda é uma tendência que engatinha no Brasil. Enquanto no mundo todo existem 340 mil veículos 100% movidos a eletricidade, o Brasil fica com 0,02% dessa fatia. Em 2012 foram licenciados 117 modelos elétricos e híbridos no país, somando também as 435 unidades agregadas entre janeiro e novembro de 2013. Mas mesmo assim, o país conta com apenas 70 unidades totalmente movidas por energia elétrica. São números extremamente baixos comparados aos 2,77 milhões de veículos tradicionais vendidos durante os 11 primeiros meses de 2013, dados que classificam o Brasil como quarto mercado em vendas de veículos no mundo, possibilitando o país representar cerca de 3% da economia mundial.

Um automóvel elétrico tem autonomia média de 120 km, contrastando na necessidade de recarregar a bateria por um período entre 8 à 10 horas até atingir seu ciclo completo de carga. Apesar dos índices zero na emissão de CO2, diminuição de ruído nas ruas e a economia na hora de abastecer, o custo de produção desses veículos é o principal alvo de preocupação das montadoras. A Fiat, por exemplo, gasta R$ 100 mil reais para importar uma bateria da Europa para o Brasil, devido ao custo do produto e as devidas taxas. Agregando mais alguns outros componentes, muitos também importados, o preço de um Palio Weekend na versão elétrica, ficaria em torno de R$ 250 mil reais, cinco vezes o valor da versão tradicional do modelo.

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O governo brasileiro prefere incentivar a produção e a venda de modelos movidos a gasolina e etanol, alegando o aquecimento da economia, trazendo incentivos fiscais a favor do consumo. Em contrapartida, potências como a China, oferecem isenção de US$ 15 mil dólares para quem comprar carros menos poluentes. Mas a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) enviou ao governo uma proposta para criação de uma política de incentivo a produção nacional de modelos elétricos. A iniciativa sugere que a atual divisão de 25% de IPI cobrada nos carros elétricos, caia para zero. Segundo Luiz Moan, presidente da Anfavea, o carro elétrico no país tem o IPI mais alto que qualquer outra categoria de veículo.

Além dos incentivos fiscais, os modelos elétricos também dependem de adequações na estrutura urbana das cidades. A necessidade da criação de “eletropostos” é prevista. Dentro da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, já existe um posto de recarga elétrica que permite recarregar em até 80% a bateria de modelos elétricos em 20 minutos.

Fonte: Exame e Zero Hora (edição impressa – 08/01/14)

Sobre o autor

Philipe Cardoso

Com 33 anos de idade, sou um carioca apaixonado por tecnologia e fotografia. Além de ser o criador do Portal Zoom Digital, que preserva sua essência desde os tempos em que era um blog, também sou um verdadeiro entusiasta e amante de todas as formas de tecnologia. Através do Portal, compartilho minha paixão pela tecnologia e trago as últimas novidades e tendências para os leitores. Também sou fascinado pelo mundo da fotografia, explorando o poder das imagens para capturar momentos únicos e transmitir histórias cativantes.

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