Joatan Fontoura Estudante de tecnologias. Trabalha na área de TI, adora todo o tipo de gadgets e nas horas vagas tenta ser twitteiro e blogueiro.

Black Friday no Brasil saiu pior do que a encomenda

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Ocorrendo pelo terceiro ano consecutivo no Brasil, na última sexta-feira (23/11/12) foi registrada a famosa Black Friday, termo surgido nos EUA, anunciando o início da temporada de compras para o Natal, geralmente ocorrendo após o Dia de Ação de Graças, marcado pela quarta sexta-feira que antecede o Natal. No Brasil, os consumidores navegaram ou alguns até sairam de casa em busca das promoções, considerando as promessas em torno dos descontos, os quais poderiam chegar em até 75%. Segundo relatório da consultoria e-Bit, os lucros do mercado varejista na internet ficaram em torno de R$ 200 milhões de reais (o dobro do registrado em 2011).

Contudo, o Procon de São Paulo está investigando sete redes de varejo conceituadas no mercado brasileiro, perante a acusação de manipulação dos preços, prática a qual, a loja “infla” o preço original de determinado produto, fazendo com que o desconto concedido pareça maior do que é na realidade, e algumas vezes não existindo desconto algum, devido a manipulação. As redes notificadas pelo Procon foram Americanas.com, Extra (tanto a loja física como a virtual), Fast Shop, Ponto Frio, Saraiva, Submarino e Wal-Mart, recebendo um prazo de 7 dias para prestar esclarecimentos em torno do ocorrido. Antes do fim da tarde de sexta-feira, o Procon já havia recebido cerca de 40 reclamações de consumidores em torno da possível prática, sem contar as reclamações e comentários negativos pelas redes sociais, postados por indivíduos que se sentiram lesados, surgindo até mesmo o bordão “Black Fraude”.

Caso seja constatada a fraude nos preços perante as acusações contra os varejistas citados, a multa pode variar de R$ 450 a R$ 6,5 milhões de reais. Considerando que algo parecido já havia ocorrida na edição passada da Black Friday brasileira, O Globo relatou que segundo o assessor-chefe do Procon de São Paulo, Extra, Fast Shop, Magazine Luiza, Ponto Frio, Wal-Mart ainda estão discutindo as condições de pagamento das multas já aplicadas no ano passado, referente a mesma prática.

O responsável pela organização da Black Friday no Brasil, o site Busca Descontos, mantenedor do endereço www.blackfriday.com.br (agregando diversos links com ofertas divulgadas por terceiros), também será notificado pelo Procon. A administração do site admitiu que houve manipulação dos preços por parte dos parceiros varejistas, inclusive comentando a execução do bloqueio de 500 ofertas possivelmente “maquiadas”.

É desprezível ofensas como essas ocorrerem contra os consumidores. Afinal, a Black Friday é uma ação de cunho totalmente comercial, sendo que diversos outros países no mundo, inclusive o Brasil, quem promove a ação desde 2010, resolveram aderir essa “cultura”, principalmente pela proximidade que estamos das festividades natalinas, quando o consumo é vorazmente maior. Contudo, a única provação que essa indústria manipuladora de valores traduz é seu desrespeito quanto a integridade, e acima de tudo, a inteligente dos consumidores.

Fonte: G1 Ecnomomia, O Globo e Tecnoblog

Joatan Fontoura Estudante de tecnologias. Trabalha na área de TI, adora todo o tipo de gadgets e nas horas vagas tenta ser twitteiro e blogueiro.

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